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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Rasante pré-histórico

Pterossauros voavam melhor do que cientistas podiam imaginar

A réplica mostra como era o pterossauro chinês Jeholopterus ningchengensis, que viveu há cerca de 140 milhões de anos. O estudo do fóssil desse animal indicou que répteis voadores como ele tinham total controle sobre o seu voo (foto: Museu Nacional/UFRJ).

Hoje você olha para o céu e vê muitas aves. Mas, se pudesse voltar à pré-história, encontraria répteis dominando os ares. Estamos, sim, falando dos pterossauros – animais que viveram há 220 milhões de anos. Mas será que esses antigos répteis voavam com a desenvoltura das aves?

Pesquisadores do Brasil, da Alemanha, da China e da Inglaterra acabam de descobrir que os pterossauros possuíam total controle de seu voo: podiam esticar e retrair as asas, indo para várias direções com estabilidade. Portanto, eles não planavam simplesmente, eram capazes de sair de uma superfície e permanecer no alto por um tempo.



Pterossauro chinês
Os cientistas chegaram a essa conclusão após estudarem o fóssil do pterossauro Jeholopterus ningchengensis. Encontrado em 2002 na Mongólia Interior, no nordeste da China, o fóssil tem aproximadamente 140 milhões de anos de idade e uma característica rara: nele está preservada a membrana que forma a asa do animal.

Ao analisá-la, os pesquisadores perceberam que ela era mais resistente do que imaginavam. Assim, concluíram que o pterossauro podia voar de uma maneira muito melhor do que se acreditava que ele fosse capaz.

Mais descobertas
Estruturas – que até parecem pelos, mas não são exatamente isso – também foram encontradas sobre a membrana alar e indicam que os pterossauros controlavam a temperatura do corpo. Os cientistas afirmam isso porque os bichos atuais que têm essa capacidade – como morcegos e aves – também são cobertos por estruturas que surgem sobre a pele.

“A descoberta deste material prova que os ossos e as demais estruturas do corpo dos pterossauros estavam organizadas de uma forma que não se vê em nenhum outro animal com coluna vertebral”, conta Alexander Kellner, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, um dos participantes da pesquisa. Para você ver que esses répteis voadores são mesmo bichos sem igual!



Vídeo narrado pelo paleontólogo Alexander Kellner mostra os fósseis do pterossauro Jeholopterus ningchengensis, além de pedaços do couro do animal, que foram estudados pelos cientistas.


Camilla Muniz
Ciência Hoje das Crianças



domingo, 31 de maio de 2009

A harpia precisa de você!

Ajude a salvar filhotes da maior ave de rapina do mundo

Quer ajudar a preservar uma ave da fauna brasileira? Então, participe do III Grande Desafio, promovido pelo Museu Exploratório de Ciências da Universidade Estadual de Campinas, que acontece no dia 21 de junho. Nesta edição, estudantes a partir do sexto ano são convidados a preservar a harpia, uma espécie que já esteve por muitos anos na lista de animais ameaçados de extinção. Você não conhece essa ave? Então, vamos fazer as devidas apresentações...

Também chamada de gavião-real, a harpia é a maior ave de rapina do mundo. Costuma viver sozinha, procurando companhia apenas na época de acasalamento. Atualmente, a harpia está praticamente restrita à Amazônia devido ao intenso desmatamento. Mas há um jeito de aumentarmos o número de harpias na natureza e você está sendo desafiado a ajudá-las.

A harpia é a maior ave de rapina do mundo (foto: Mateus Hidalgo).

É o seguinte...

Os cientistas estudaram a reprodução da harpia e perceberam que essa ave se acasala com o mesmo parceiro ao longo de toda a vida e que coloca apenas um ou dois ovos.

O problema é que o filhote que nasce primeiro mata o mais novo, para eliminar a competição por alimento. Capturar um desses ovos para criar o filhote em cativeiro até que ele pudesse se alimentar sozinho seria uma estratégia para preservarmos a harpia, mas... Essa ave põe seus ovos em árvores que têm, em média, 40 metros de altura! E aí? Como resgatar o ovo?

A harpia faz seus ninhos em árvores que têm, em média, 40 metros de altura (foto: Wikimedia Commons).


A organizadora do III Grande Desafio, Tamara Aluani, explica que a ideia é que você, junto com seus colegas, use o conhecimento adquirido em sala de aula – em disciplinas como biologia, física e matemática – para construir uma máquina capaz de retirar um ovo de harpia de seu ninho no topo de uma árvore. Sem quebrar, claro! Para montar essa engenhoca, sua equipe deve contar com a ajuda de um orientador e escrever um diário de campo. Serão avaliados o desempenho, a criatividade e o desenvolvimento dos participantes. O grupo que vencer a competição ganha como prêmio o direito de dar nome a um asteroide, além de fazer um passeio por vários museus bacanas. Mais de 400 equipes já estão inscritas. Então, o que você está esperando? Visite a página do projeto na internet e participe!

III Grande Desafio: inscrições abertas!
Primeiro período de inscrições: até 19 de maio
Equipes de escola pública: R$ 10
Equipes de escola particular: R$ 30

Segundo período de inscrições: 20 de maio a 14 de junho
Equipes de escola pública: R$ 30
Equipes de escola particular: R$ 60


Marcella Huche
Ciência Hoje das Crianças

Quer saber mais sobre vulcões e sobre terremotos?

terremoto

Confira os posts sobre o assunto! Conheça causas, efeitos e entenda o que são essas manifestações da natureza!
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Vulcões e terremotos

Os vulcões e terremotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos. Esses eventos são sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fenômenos dinâmicos que liberam energia e se refletem na superfície, modificando-a. Por outro lado, também existem formas lentas de manifestação da dinâmica interna terrestre. As placas tectônicas, conforme a teoria da Tectônica de Placas, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em mútua aproximação ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns centímetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolução do relevo e da distribuição dos continentes e oceanos na superfície terrestre.

Fonte: http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Zoologia/material_didatico/prof_marcello/Geologia/Terra_Dinamica

Saiba mais, lendo os posts sobre vulcões e terremotos!

Abaixo, entenda a Escala Richter!

Escala Richter

Escala Richter

Vídeo sobre terremotos e vulcões