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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Terremotos


Terremotos
Os terremotos são tremores ou abalos causados pela liberação repentina da energia acumulada durante longosintervalos de tempo em que as placas tectônicas sofreram esforços para se movimentar. Quando o atrito entre elas é vencido (subducção ou falha transformante) ou quando partes se rompem (separação de placas),ocorrem os abalos. Estes abalos têm intensidade, duração e freqüência variáveis, podendo resultar em grandes modificações na superfície, não só pela destruição que causam, mas por estarem associados aos movimentos das placas tectônicas. Os hipocentros (pontos de origem dos terremotos) e epicentros (projeções verticais dos hipocentros na superfície) estão localizados preferencialmente em zonas limitrofes de placas
tectônicas, onde elas se chocam e sofrem subducção e enrugamento, formando, respectivamente, fossas oceânicas e cordilheiras continentais, ou onde elas se separam, nas cadeias dorsais meso-oceânicas.

Ocorrem terremotos também no limites neutros, onde as placas se movem lateralmente em sentidos opostos (falhas transformantes). No mapa mundi, pode-se observar que a distribuição dos terremotos forma faixas contínuas ao longo das fossas oceânicas e cadeias continentais e meso-oceânicas. É famoso o "cinturão de fogo circumpacífico", sujeito a freqüentes e intensos terremotos (exemplo da Falha de San Andreas, EUA), formando uma faixa muito ativa em volta do Oceano Pacífico. Também existem terremotos que não são devidos aos movimentos das placas, mas a esforços chamados intra-placas. São menos freqüentes, menos intensos, e relacionados à reativação de falhas (rupturas) muito antigas na crosta (exemplos recentes: João Câmara - RN, e Rio de Janeiro).

Em outubro de 1989 um terremoto na área de São Francisco (EUA)chegou à 7.2 na escala Richter e provocou enormes danos materiais.
(Foto reirada do livro: Earth Shock, Andrew Robinson)

Vulcões


Vulcões
O material rochoso em profundidade está submetido a pressões e temperaturas altíssimas (astenosfera) e, quando a placa litosférica rígida sofre uma ruptura, aquele material tende a escapar por ela, extravasando na superfície (vulcanismo) ou ficando retido em câmaras magmáticas dentro da crosta, quando não consegue chegar à superfície (plutonismo). O material que extravasa é constituído por gases, lavas e cinzas.

A atividade vulcânica pode formar ilhas em meio aos oceanos (Havaí, Açores e etc.) que podem ser destruídas em instantes.
Pode ocorrer nos continentes, formando montanhas (Estromboli e Vesúvio na Itália, Osorno e Vila Rica no Chile, Santa Helena nos EUA). O mais espetacular aspecto construtivo do vulcanismo é o que corre nas cadeias meso-oceânicas, que representam limites divergentes de placas, gerando verdadeiras cordilheiras submarinas,
formando assoalho oceânico novo a cada extravasamento e causando, assim, a expansão oceânica. A lslândia representa parte da cadeia meso-oceânica emersa acima do nível das águas, permitindo a observação direta deste tipo de vulcanismo fissural.
No dia 8 de maio de 1902 a erupção do Monte Pelée na Ilha de Martinica matou todos os seus moradores, apenas um homem sobreviveu: o único preso da cidade.
(foto retirada do livro: Earth Shock, Andrew Robinson)


domingo, 3 de maio de 2009

O fim dos dinossauros

Choque de um asteroide, vulcanismo ou outra causa? Artigo discute fatores por trás desse evento


A ilustração representa a morte de dinossauros nos depósitos vulcânicos do planalto de Deccan, na Índia. Gases emitidos por erupções ocorridas ali cerca de 65 milhões de anos atrás podem ter contribuído para a extinção dos dinossauros (arte: Zina Deretsky / National Science Foundation).


A vida na Terra passou por várias ‘crises’, como podem ser chamadas as extinções massivas de espécies. Em uma delas, há cerca de 65 milhões de anos, os dinossauros desapareceram. É indiscutível que, nessa época, um grande asteroide se chocou com a superfície do planeta, e que isso contribuiu para a extinção desses animais ou a acelerou, mas essa não foi a única ou a maior razão. As causas foram provavelmente alterações drásticas em ecossistemas marinhos e terrestres. Mas o que teria provocado tais mudanças?

O debate entre os que defendem o cataclisma cósmico e os que sustentam um vulcanismo intenso como o fator principal já dura quase 30 anos. Recentes estudos mostram que as extinções massivas têm causas muito mais complexas do que se poderia supor. Esse tema é bem atual: nos últimos 500 anos, mais de mil espécies desapareceram, o que pode indicar que estamos no limiar de uma nova extinção massiva, talvez decorrente de ações humanas.

Espanto e admiração
A diversidade das diferentes formas de vida existentes na Terra causa espanto e admiração. Até hoje, foram descritas cerca de 2 milhões de espécies, mas diferentes estimativas indicam que o número total estaria hoje entre 5 e 100 milhões. A grandeza desses números é mais surpreendente diante da constatação de que cerca de 90% de todas as espécies que surgiram durante a evolução do planeta foram extintas.

Formas de vida desaparecem continuamente no decorrer da evolução, mas o estudo da história da vida revela momentos em que ocorreram extinções em massa. Uma extinção é dita massiva quando há um súbito aumento da taxa de extinção em relação aos valores médios. Nesse caso, diferentes tipos de organismos desaparecem rapidamente (em termos de tempo geológico) e em escala global.

Extinções massivas, porém, não são eventos sempre iguais e não impediram, no longo prazo, a evolução biológica. Nos últimos 500 milhões de anos, a diversidade de espécies tem aumentado. Portanto, as extinções representam apenas uma queda temporária no processo evolutivo da diversificação.

As causas das extinções em massa são debatidas há décadas por especialistas de diferentes disciplinas, e o tema ganhou relevância diante da constatação das atuais mudanças climáticas. Biólogos como Andrey V. Adrianov, do Instituto de Biologia Marinha da Academia de Ciências da Rússia, ou P. Dee Boersma, da Sociedade para a Conservação Biológica e da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, pensam que estamos vivenciando uma nova onda de extinção de espécies, na qual a contribuição humana não pode ser descartada.


José Antônio de Freitas Pacheco
Observatoire de la Côte d’Azur (Nice, França)



Você leu apenas o início do artigo publicado na CH 258. Clique AQUI para baixar a versão integral em PDF do artigo (6,1 MB)

Quer saber mais sobre vulcões e sobre terremotos?

terremoto

Confira os posts sobre o assunto! Conheça causas, efeitos e entenda o que são essas manifestações da natureza!
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Vulcões e terremotos

Os vulcões e terremotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos. Esses eventos são sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fenômenos dinâmicos que liberam energia e se refletem na superfície, modificando-a. Por outro lado, também existem formas lentas de manifestação da dinâmica interna terrestre. As placas tectônicas, conforme a teoria da Tectônica de Placas, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em mútua aproximação ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns centímetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolução do relevo e da distribuição dos continentes e oceanos na superfície terrestre.

Fonte: http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Zoologia/material_didatico/prof_marcello/Geologia/Terra_Dinamica

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Abaixo, entenda a Escala Richter!

Escala Richter

Escala Richter

Vídeo sobre terremotos e vulcões