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sábado, 27 de março de 2010

Hora do Planeta (É HOJE!!!)

por Isabella Monteiro
Milhares de pessoas apagarão as luzes por um mundo melhor. Participe!



No dia 27 de março (HOJE), das 20h30 às 21h30, milhares de casas em todo o mundo ficarão às escuras - voluntariamente - por 60 minutos. O movimento Hora do Planeta, promovido pelo WWF - Worldwide Fund for Nature -, ONG ambientalista de relevância mundial, convida governos, empresas e civis a protestarem contra os efeitos das mudanças climáticas na Terra. Para ajudar a campanha basta apagar as luzes da sua casa durante uma hora.


O Brasil participa pela segunda vez do ato simbólico e, este ano, a cidade do Rio de Janeiro foi eleita a sede do movimento. Entre outros locais, serão apagados o Cristo Redentor, Praia de Copacabana, Arpoador, Igreja da Penha, Jockey Club e Pão de Açúcar. "Nosso desafio é ser uma das cidades com maior adesão à Hora do Planeta em todo mundo", destacou Carlos Osório, Secretário Municipal de Conservação e Serviços Públicos. O Ministério do Meio Ambiente também apoiará a iniciativa do WWF.


"A Hora do Planeta é um gesto de engajamento, no qual cada um deve fazer a sua parte para um futuro melhor. Será uma demonstração da nossa paixão pelas pessoas, pela solução, pela conservação do planeta e, principalmente, pela vida", afirma o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza. Mais informações no site da WWF.

“Estima-se que 16,1% de toda a eletricidade gerada no país sejam desperdiçadas.”


Em dezembro de 2009, vários países comprometidos com o planeta, em meio a grande polêmica e opiniões divergentes, assinaram um acordo internacional na tentativa de manter o aquecimento global abaixo dos 2ºC. A 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na Dinamarca, buscou sobretudo alertar os governos para reduzirem drasticamente as emissões de gases causadores do efeito estufa.


Energia no Brasil

No Brasil, o desmatamento da Amazônia e do Cerrado é responsável por 75% das emissões de gás carbônico, o principal responsável pelo aquecimento global. Essa estatística já colocou o Brasil em 6º lugar no ranking dos países que mais poluem, segundo dados da ONU de 2004. Mas não é só o desmatamento florestal que contribui para o aquecimento do planeta. As fontes de energia também são altamente poluentes.

Com 87% da sua matriz energética provenientes de hidroelétricas, o Brasil está à beira de um colapso, devido ao baixo nível dos reservatórios nas usinas do Sudeste. Para atender a demanda por energia, o governo prevê triplicar a emissão de CO2 com a criação de 82 novas unidades termelétricas movidas por combustível fóssil. Os dados coletados pela Empresa de Planejamento Energético, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, indicam que a expansão energética no país caminha na contramão dos esforços para minimizar os efeitos do aquecimento global. O pré-sal e a exploração do petróleo também significam um retrocesso, já que muita gasolina será produzida.

As hidroelétricas, usinas que menos poluem, continuam sendo a melhor opção. Investir em fontes alternativas, como a energia eólica, e aumentar a eficiência da produção são cruciais. Estima-se que 16,1% de toda a eletricidade gerada no país sejam desperdiçadas.

Preocupação com o futuro

No mundo, os maiores consumidores de energia são os Estados Unidos, China e Índia. Segundo dados divulgados no ano passado pela consultoria Ernst Young em parceria com a FGV Projetos, da Fundação Getúlio Vargas, as imensas reservas de carvão do país asiático deverão colocá-lo em primeiro lugar no ranking de países emissores de CO2 em 2015. As previsões também indicam que a China será o maior consumidor de energia em 2010. O Brasil passará da 11ª posição a 7ª nos próximos 22 anos, de acordo com o estudo.

Os norte-americanos continuam, no entanto, em primeiro lugar quando o assunto é poluição por habitante. As emissões por indivíduo dos Estados Unidos são quatro vezes maiores do que as da China, mesmo com uma população muito menor. As formas de energia mais utilizadas por lá são o petróleo, o gás natural e o carvão, fontes altamente poluentes. Uma das metas do novo presidente norte-americano Barack Obama é optar por matrizes energéticas mais limpas e, assim, diminuir a emissão de CO2.

FONTE: MSN

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sherlock Holmes e a genética dos gêmeos

Colunista discute hipótese que explicaria maior frequência de irmãos idênticos em alguns casos



A coluna deste mês homenageia o detetive Sherlock Holmes, criado pelo escritor britânico Arthur Conan Doyle (1859-1930). Holmes está voltando à moda: um filme será lançado em breve, com Robert Downey Jr. como protagonista e Jude Law no papel do Dr. Watson (arte: Wikimedia Commons).

Em ciência, à medida que avança o conhecimento em determinada área, descobrimos que as certezas rapidamente desaparecem, substituídas por dúvidas que se acumulam. É a situação de “quanto mais sei, mais sei que não sei”, sábio pensamento em geral atribuído a Aristóteles.

Um exemplo é o próprio conceito de gene, introduzido pelo biólogo dinamarquês Wilhelm Ludvig Johannsen (1857-1927) em 1909. Inicialmente uma entidade abstrata, o gene corporificou-se na molécula de DNA na década de 1950. Posteriormente, surgiram complicações sucessivas (como genes sobrepostos, transcritos não traduzidos, micro RNAs etc.), ao ponto de hoje em dia não termos mais sequer uma definição ou noção simples e clara do que é um gene.

O mesmo se passa em várias outras áreas científicas, como a física, cuja procura pelas unidades elementares da matéria acabou esbarrando em elétrons conceituados como ondas de probabilidade e na “espuma quântica”, em que partículas constantemente desaparecem e se tornam reais novamente. O poço subatômico parece não ter fundo...

Em ciência, quanto maior a certeza, maior a ignorância, como nos ensinou o grande médico William Osler (1849-1919).


A visão convencional da genética dos gêmeos
Quando fiz meu doutorado, na década de 1970, a genética dos gêmeos era relativamente simples. Estavam descritos dois tipos. De um lado, havia os gêmeos monozigóticos, fisicamente parecidíssimos e com genomas idênticos. Gerados a partir da divisão acidental dos conceptos, eles tinham frequência uniforme em todas a populações mundiais, sem qualquer agregação familial ou influência hereditária.

Do outro lado, havia os gêmeos dizigóticos, que ocorriam por ovulações múltiplas. Eles apareciam com frequências muito variáveis em diferentes populações e tinham clara agregação familial, que se atribuía desde o início do século 20 a um gene recessivo cuja expressão estava limitada a mulheres.

Bem, as coisas mudam. Por uma série de circunstâncias, vi-me envolvido em uma investigação para explicar alguns eventos curiosos. Como Sherlock Holmes, o maior dos detetives da ficção policial, está voltando à moda, escreverei esta coluna em torno dele, pontuando-a com citações da obra de Arthur Conan Doyle (1859-1930) a guisa de subtítulos. Afinal, o objetivo dos detetives e cientistas é o mesmo: chegar à verdade.

Gêmeos finlandeses monozigóticos. Irmãos desse tipo são genomicamente idênticos (ver figura abaixo) e parecidíssimos. Entretanto, fatores estocásticos, epigenéticos e ambientais produzem diferenças entre eles desde o nascimento (as impressões digitais, por exemplo, são diferentes), acentuando-se com o tempo. Extraído de Perola M et al. PLoS Genet. 2007 Jun;3(6):e97).

Vamos lá! Em outubro de 2007, fui consultado pelo programa Globo Repórter sobre matéria focalizando a pequena cidade de Pedralva, em Minas Gerais, onde havia sido observada uma prevalência muito elevada de gêmeos.

A interpretação que sugeri foi a de uma flutuação estatística completamente aleatória. Explico: mesmo que a probabilidade de ocorrência de um evento específico seja baixa, ele acabará ocorrendo se o número de oportunidades for muito grande. Por exemplo, a probabilidade de um apostador acertar a sena é extremamente pequena – uma chance em 50.063.860, para ser exato. Mesmo assim, quase toda semana alguém ganha, porque milhões de pessoas jogam (no sorteio de 5 de agosto, um único ganhador levou R$ 34.907.671,59 – nada mal!).

Da mesma maneira, a chance de uma cidade ter, por mero acaso, um grande número de gêmeos é minúscula. Porém, como existem mais de 5 mil municípios no Brasil, a probabilidade de se observar tal fenômeno em um deles acaba não sendo tão pequena assim.

“O jogo começou”
Cândido Godói é outra pequena cidade, só que no interior do Rio Grande do Sul. Em janeiro de 2009, a BBC Brasil me procurou, porque estava fazendo uma matéria sobre a notável quantidade de gêmeos nesse município com menos de 10 mil habitantes. A principal razão do interesse era a sugestão prepóstera feita por um livro de que o excesso de gêmeos seria resultado de um experimento (engenharia genética humana?) do médico nazista Josef Mengele (1911-1979), que havia visitado a cidade.

Em minha opinião, uma tese tão ridícula não deveria ter merecido a atenção da mídia. Novamente, expressei à BBC Brasil a opinião de que, mais provavelmente, o grande número de gêmeos fosse produto de uma flutuação estatística .

Em junho de 2009, Belo Horizonte sediou o 21º Congresso Brasileiro de Genética Médica e a geneticista Lavínia Schuler-Faccini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), apresentou dados preliminares sobre uma investigação genética dos gêmeos de Cândido Godói. Particularmente intrigante foi o dado de que não todos, mas a maioria dos gêmeos de lá era monozigótica!

De acordo com o modelo clássico da genética, tal observação reforçava a explicação do aumento de gêmeos ser meramente uma variação estatística, tornando muito improvável que fatores genéticos ou ambientais estivessem envolvidos. Entretanto, todo bom cientista deve sempre levar em conta a possibilidade de que o seu modelo possa ser revisado e melhorado.

Curvas idênticas de gêmeas monozigóticas produzidas pelo teste de PCR multiplex ALF10, desenvolvido no Núcleo de Genética Médica (Gene) . Esse teste permite a amplificação simultânea de DNA e resolução de 10 locos genéticos de microssatélites. As linhas verticais foram adicionadas para mostrar o território de cada loco e os picos verdes são controles internos de tamanho molecular. A probabilidade de se obter, ao acaso, duas curvas idênticas como as mostradas é inferior a uma chance em 10 bilhões. Idênticos no início da vida, os genomas de gêmeos monozigóticos acumulam com o tempo modificações progressivas não-hereditárias de metilação (mutações epigenéticas) que só são visíveis usando métodos especiais de análise, como PCR de metilação.


“A trama se complica”
Quando prestamos atenção em algo, começamos a encontrar o foco do nosso interesse por toda a parte. Assim, no número de 16 de abril de 2009 do periódico Nature encontrei um artigo intitulado Two by Two (“Dois a dois”) que relatava as pesquisas do biólogo inglês Bruno Reversade em uma cidadezinha da Índia chamada Mohammad Pur Umri, onde 10% dos nascimentos têm sido de gêmeos monozigóticos – e onde Mengele nunca esteve...

Litografia de um tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), que regularmente dá à luz crias compostas de quadrigêmeos idênticos (arte: Louis Agassiz Fuertes).


Segundo o artigo, a maioria dos cientistas que examinaram o fenômeno preferiram atribuí-lo a uma flutuação estatística, exatamente como eu havia feito com relação aos casos de Pedralva e Cândido Godói.

Entretanto, Reversade apontou duas outras evidências de uma possível etiologia genética: a primeira era uma família na Jordânia com 15 casos de gêmeos idênticos e um padrão de herança sugestivo de um gene autossômico dominante.

A segunda era derivada da vida reprodutiva do tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), que regularmente dá à luz crias compostas de quadrigêmeos idênticos, produzidas por duas clivagens embrionárias sucessivas. Assim, o biólogo inglês acredita que a ocorrência de gêmeos monozigóticos possa estar sob controle genético.

Podemos agora perguntar: caso realmente exista um gene que influencie a frequência de gêmeos monozigóticos, onde ele agiria? A primeira possibilidade óbvia seria a de expressão genética no próprio embrião, que aumentaria a probabilidade de uma fissão. Hipóteses a favor disso envolveriam alterações no processo de reconhecimento e adesão célula-célula ou mutações em uma das proteínas da zona pelúcida, que poderiam predispor à separação de massas embrionárias.

Porém, existe uma segunda possibilidade, mais interessante ainda: embora apenas um recém-nascido em cada 160 seja gêmeo monozigótico (ou seja, uma gravidez em 320), as evidências sugerem que muitos mais são concebidos e perdidos durante a gravidez! De fato, estudos mostraram que a ocorrência de gêmeos é quase três vezes mais comum em abortamentos do que na época do nascimento.

Feto de gêmeo que faleceu no útero e involuiu para um estado de mumificação chamado feto papiráceo. O óbito de um gêmeo ocorre com freqüência em gravidezes humanas. (foto: Wikimedia Commons).


O geneticista americano Charles Boklage estimou que 12% das concepções humanas são de gêmeos e que em mais de 80% delas há perda de um ou, mais frequentemente, ambos os filhos. Quando a morte de um dos gêmeos ocorre cedo, ele em geral é totalmente reabsorvido sem deixar traços. Mas quando o óbito é mais tardio, ele pode ocasionalmente ser encontrado em meio às membranas, como um feto papiráceo (ver figura).

“Elementar”?
Assim, no meu entender há a possibilidade real de mutações que predisponham a gêmeos monozigóticos agirem não pelo aumento da frequência da fissão dos blastômeros, mas pelo aumento da sobrevivência de gêmeos até o parto.

O tempo dirá se essa hipótese está correta. Talvez mesmo, algum dia, todos os processos genéticos ligados à ocorrência de gêmeos fiquem transparentes, quando parecerão óbvios. Como dizia Sherlock Holmes: “Todos os problemas se tornam infantis, depois de explicados”.

Finalmente, poderemos dizer: “Elementar, meu caro Watson”. Aliás, essa mais conhecida de todas as frases de Sherlock Holmes não se encontra nos escritos de Arthur Conan Doyle, criador do personagem; introduzida, posteriormente, no teatro, então caiu no gosto popular.


Sergio Danilo Pena
Professor Titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia
Universidade Federal de Minas Gerais

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Personagens novos e peculiares

Lista de espécies mais interessantes descritas em 2008 chama atenção para biodiversidade da Terra



O cavalo-marinho pigmeu de Satomi (Hippocampus satomiae) é do tamanho de uma ervilha: tem apenas 1,7 cm de comprimento e 1,1 cm de altura. Descoberto perto da ilha de Derawan, na Indonésia, ele é o menor cavalo-marinho do mundo (foto: John Sear).

Uma lesma-fantasma, um cavalo marinho do tamanho de uma ervilha, uma árvore que floresce até a morte, uma bactéria que vive no spray de cabelo. Esses seres até poderiam ser personagens de histórias infantis, mas eles existem de verdade no nosso planeta. Suas características peculiares os colocaram na lista das dez espécies mais interessantes descritas em 2008, elaborada por cientistas da Universidade do Arizona (EUA) e por um comitê internacional de taxonomistas.


O inseto mais comprido do mundo, batizado de Phobaeticus chani, lembra um graveto. Ele tem 56,7 cm de comprimento e foi encontrado em Bornéu, na Malásia (foto: Phil Bragg / Phasmid Study Group).


Divulgada recentemente na página virtual da universidade, a lista inclui também um café sem cafeína, o mais comprido inseto do mundo, um caracol cuja concha forma quatro espirais e a menor cobra do mundo. A primeira nova espécie a ser descrita em 2008 – um peixe azul encontrado na costa da República de Palau (Micronésia) – e um peixe primitivo fossilizado junto com um cordão umbilical ligado a um embrião (que constituem a evidência mais antiga de sexo entre vertebrados) completam a relação.


À esquerda, a chamada “lesma-fantasma” (Selenochlamys ysbryda), achada em uma área densamente povoada em Glamorgan, no País de Gales. À direita, a primeira espécie descrita em 2008: o peixe Chromis abyssus, encontrado na Micronésia (fotos: Ben Rowson / Museu Nacional do País de Gales; e John Earle / Bishop Museum).

Essas dez novas espécies foram escolhidas entre as 18.516 descobertas em 2007 e descritas no ano seguinte em várias partes do mundo. “Enfatizamos que espécies incomuns deveriam entrar na lista, tanto por serem as maiores quanto as menores já descritas em seu grupo, ou por terem algum aspecto peculiar em suas vidas ou no seu nome”, afirma à CH On-line Quentin Wheeler, taxonomista da Universidade do Arizona.


O caracol Opisthostoma vermiculum, achado apenas em uma colina de calcário na Malásia, tem morfologia única: sua concha se enrola em quatro eixos (foto: Reuben Clements / Fundo Mundial da Vida Selvagem para Natureza - Malásia).


Segundo Wheeler, o objetivo desse ranking foi chamar a atenção do público para a incrível quantidade de espécies do planeta e para a importância da taxonomia (ciência responsável por descrever, identificar e classificar os seres vivos) no estudo dessa biodiversidade.

“Poucas pessoas têm consciência da quantidade de plantas e animais fantásticos que ainda não foram descobertos”, ressalta o taxonomista. “Um palpite conservador é que haja cerca de dez milhões de espécies no planeta, das quais conhecemos pouco menos de 20%.”

O pesquisador acrescenta ainda que a taxonomia é a única ciência diretamente preocupada com a exploração e a documentação da história da evolução, em termos de espécies e de seus representantes. E enfatiza: “O sucesso dessa ciência depende da consciência do público e do seu apoio.”


Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line

Manguezal: um dos hábitats mais ricos do planeta

O número de admiradores desse ambiente só aumenta. Entenda o porquê!


(ilustrações: Mario Bag)

Se você também acha que o manguezal é um lugar feio, cheio de mosquitos e fedorento está na hora de rever suas ideias. Afinal, o número de admiradores desse ambiente só aumenta, e você precisa saber por quê.

O manguezal é um dos mais ricos ambientes do planeta, possui uma grande concentração de vida, sustentada por nutrientes trazidos dos rios e das folhas que caem das árvores. Se você reparar bem, verá que ele tem ainda localização privilegiada: quase sempre existe em regiões muito iluminadas pela luz do Sol e, eventualmente, se localiza em áreas onde o rio se encontra com o mar. Por causa da quantidade de sedimentos – restos de plantas e outros organismos – misturados à água salgada, o solo dos manguezais tem aparência de lama. Mas dele resulta uma floresta exuberante capaz de sobreviver naquele solo inundado constantemente pela maré e com muita concentração de sal.


De fato, não é fácil para as plantas viverem ali. As espécies que conseguem têm uma estrutura especial em suas folhas: glândulas que atuam como bombas, filtrando a água e eliminando o sal. As raízes dessas plantas também são especiais: diferentemente das árvores de terra firme, cujas raízes respiram oxigênio do solo, as do mangue precisaram desenvolver raízes aéreas, ou seja, voltadas para cima, para capturar oxigênio da atmosfera. É por isso que o manguezal é um conjunto de plantas com galhos contorcidos. Na verdade, é muito mais!

Mesmo com toda dificuldade, muitas plantas compõem esse ambiente, assim como vários animais são somente vistos ali. Quer um exemplo? O que é que tem cauda de jacaré, boca de sapo e rosna como um cão? É o pacamão, um peixe que mora em troncos de árvores caídos nas águas do mangue. Mariscos, aves, caranguejos, guaxinins e cavalos-marinhos também fazem parte da fauna visitante – aquela que vive, mas não exclusivamente, nos manguezais.

Apesar de toda a sua riqueza escondida, o manguezal é um ambiente muito frágil e ameaçado. A retirada inconsequente de muitas espécies que compõem esse ecossistema, assim como a poluição das águas, pode comprometer a sua existência. Por isso, é preciso valorizar a vida no manguezal, incentivando a visitação orientada a esses espaços para que as pessoas conheçam de perto a sua importância. Afinal de contas, a gente só se preocupa em proteger aquilo que a gente conhece, não é mesmo? Então, que tal agendar com sua turma uma visita ao manguezal e descobrir a beleza da vida na lama?!

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem programas de preservação e conservação de manguezais, promovendo visitas a esses ecossistemas em associação com outras instituições. Informe-se em http://www.embrapa.br/ e não perca esta chance!

Maria do Socorro Viana do Nascimento
Departamento de Biologia
Universidade Estadual do Piauí
Eliana Morais de Abreu
Fundação Rio Parnaíba

Fonte: REVISTA CH DAS CRIANÇAS

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia


Hoje, 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e Ecologia.
Não é necessário dizer que é um dia importantíssimo, principalmente num tempo em que muitos têm esquecido da interdependência entre nós, seres humanos e o meio ambiente, onde vivemos!
A proteção da natureza em geral, além de ser uma demosntração de que somos civilizados, mostra também que somos inteligentes!!!
Leia abaixo mais um pouco sobre esse dia.

Seu professor.

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.


Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro!

Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.


Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

Fonte: IBGE TEEN

Quer saber mais sobre vulcões e sobre terremotos?

terremoto

Confira os posts sobre o assunto! Conheça causas, efeitos e entenda o que são essas manifestações da natureza!
krakatoa.jpg

Vulcões e terremotos

Os vulcões e terremotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos. Esses eventos são sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fenômenos dinâmicos que liberam energia e se refletem na superfície, modificando-a. Por outro lado, também existem formas lentas de manifestação da dinâmica interna terrestre. As placas tectônicas, conforme a teoria da Tectônica de Placas, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em mútua aproximação ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns centímetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolução do relevo e da distribuição dos continentes e oceanos na superfície terrestre.

Fonte: http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Zoologia/material_didatico/prof_marcello/Geologia/Terra_Dinamica

Saiba mais, lendo os posts sobre vulcões e terremotos!

Abaixo, entenda a Escala Richter!

Escala Richter

Escala Richter

Vídeo sobre terremotos e vulcões