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segunda-feira, 15 de março de 2010

Novas espécies descobertas


Essa cobra "sugadora de caracóis" é uma das novas espécies de animais descobertas no Equador por cientistas americanos e locais.



O grupo descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros, como esse acima do gênero Pristimantis, que se distingue pela cor vermelha nos olhos.


Ao invés de soltar seus ovos na água, esse anfíbio os deixa nas árvores


As novas espécies de anfíbios anuros foram encontrados na região de Cerro Pata de Pájaro, na costa oeste do Equador.


Esse inseto do gênero Xylospinodes, conhecido como bicho-pau, foi uma das quatro espécies desse animal descobertas no Equador.


Esse minúsculo lagarto, por exemplo, que cabe na ponta de um lápis, também está ameaçado.


No total, o grupo registrou 6 mil espécies com o objetivo de preservar animais ameaçados de extinção, como essa perereca-de-vidro.


O Equador registra 16% das espécies de animais do mundo, incluindo essa salamandra que não tem pulmão e respira pela pele.


Paul Hamilton, líder do grupo e autor das fotos, defende que "todos nós precisamos fazer a nossa parte, mesmo que seja dirigindo menos, comendo menos carne ou, simplesmente, educando-nos e espalhando a mensagem".


Essa surucucu é a cobra peçonhenta mais comprida do mundo, mesmo assim está ameaçada de extinção.

FONTE: MSN Verde

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Manguezais: as florestas da Amazônia costeira

Artigo alerta para impactos ambientais sofridos por esse ecossistema de biodiversidade desconhecida

Manguezal às margens do lago Jaburu, no rio Sucurijú, no Amapá (fotos cedidas pelos autores).


Os manguezais da costa amazônica, distribuídos por Amapá, Pará e Maranhão, ocupam uma área de 9 mil km 2 e correspondem a 70% dos manguezais do Brasil. Os 679 km de linha de costa entre os estados do Pará e do Maranhão formam o maior cinturão contínuo de manguezais do mundo. Essas florestas de mangue com árvores de grande porte, situadas no litoral atlântico e recortadas por rios e canais de águas escuras e tranquilas, são o refúgio de diversas espécies de crustáceos, peixes, moluscos e aves marinhas. Os mangues amazônicos, porém, ainda são desconhecidos pela maioria dos brasileiros.

Os manguezais, que ocorrem em todas as regiões costeiras tropicais e subtropicais do mundo, caracterizam-se pelo sedimento lamacento e salino, inundado diariamente pela maré. Sobre esse sedimento formam-se bosques de árvores que apresentam adaptações para sobreviver à salinidade e à inundação. Essas florestas peculiares têm grande importância ecológica porque são áreas de reprodução e atuam como berçários para várias espécies marinhas, em especial crustáceos e peixes, que encontram nas águas tranquilas e escuras o refúgio ideal para suas larvas e filhotes.



As folhas das árvores do mangue que caem no sedimento são trituradas pelos pequenos caranguejos, entram em decomposição e são levadas pelas marés, servindo de alimento para pequenos organismos marinhos. Estes são consumidos por animais maiores, que por sua vez alimentam outros ainda maiores, os quais entram na dieta dos grandes peixes, pescados e são consumidos pelos humanos. Essa sequência é chamada de cadeia alimentar. Os mangues, portanto, formam a base da cadeia alimentar marinha. As águas próximas aos manguezais são muito ricas em matéria orgânica, e é por isso que nessas águas os pescadores encontram grandes quantidades de peixes, crustáceos e moluscos.

Os mangues também são áreas de reprodução e descanso para aves costeiras e locais de depósito de sedimentos, e protegem a linha de costa, atenuando o impacto da erosão. Essa capacidade de proteção foi bastante destacada nos meios de comunicação internacionais após o tsunami que, no final de 2004, causou grande destruição e cerca de 150 mil mortes em países banhados pelo oceano Índico. Em muitos desses países, grandes áreas de manguezais tinham sido eliminadas devido ao crescimento de cidades e para a implantação de praias e projetos de aquicultura. Estudos científicos provaram que, se os manguezais ainda existissem na costa, teriam absorvido parte do impacto das ondas gigantes e provavelmente diminuído a dimensão da tragédia.

Manguezais na Amazônia

Os manguezais amazônicos servem como refúgio para muitas espécies de aves, entre elas os guarás (Eudocimus ruber) (A) e garças (como as da espécie Ardea alba) (B), estas em revoada em área de grande ninhal na ilha Canela, no Pará


Os manguezais amazônicos formam verdadeiras florestas, com relatos de árvores de até 30 m de altura e 1 m de diâmetro. O grande porte dessas árvores provavelmente resulta das temperaturas tropicais, da grande amplitude de marés e da costa muito recortada, com ondas suaves, condições consideradas ideais para o desenvolvimento desse ecossistema. Dependendo da influência das marés e da localização dos mangues no estuário, estes podem ser salinos ou salobros (com pouca influência de água salina).

Apesar do tamanho das árvores e da exuberância dos manguezais, existem apenas seis espécies de árvores consideradas exclusivas de mangue, ou seja, dominantes nesse ambiente. Essas espécies pertencem a apenas três gêneros: Rhizophora, Avicennia e Laguncularia. Também são ocasionalmente encontradas no mangue algumas espécies associadas, como o chamado mangue-de-botão (Conocarpus erecta), bastante comum nas áreas de transição com outros tipos de vegetação, e a samambaia-do-mangue (Acrostichum aureum), presente em mangues salobros.

Muitas aves frequentam os mangues amazônicos, mas merecem destaque a garça (Ardea alba), o guará (Eudocimus ruber), com sua plumagem de um vermelho intenso, quando adulto, e diversas espécies de maçaricos. As aves procuram o mangue para reprodução, chegando a formar grandes ninhais, ou para encontrar alimento. Mamíferos também visitam o mangue em busca de alimento, destacando-se o guaxinim (Procyon cancrivorus), o tamanduá (Tamandua tetradactyla), o macaco-prego (Cebus apella), cuícas e morcegos. Diversos peixes, crustáceos e moluscos também cumprem ao menos parte de seu ciclo de vida nos mangues.


Moirah Paula Machado de Menezes
e Ulf Mehlig
Instituto de Estudos Costeiros,
Universidade Federal do Pará (campus de Bragança)

Revista Ciência Hoje

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Personagens novos e peculiares

Lista de espécies mais interessantes descritas em 2008 chama atenção para biodiversidade da Terra



O cavalo-marinho pigmeu de Satomi (Hippocampus satomiae) é do tamanho de uma ervilha: tem apenas 1,7 cm de comprimento e 1,1 cm de altura. Descoberto perto da ilha de Derawan, na Indonésia, ele é o menor cavalo-marinho do mundo (foto: John Sear).

Uma lesma-fantasma, um cavalo marinho do tamanho de uma ervilha, uma árvore que floresce até a morte, uma bactéria que vive no spray de cabelo. Esses seres até poderiam ser personagens de histórias infantis, mas eles existem de verdade no nosso planeta. Suas características peculiares os colocaram na lista das dez espécies mais interessantes descritas em 2008, elaborada por cientistas da Universidade do Arizona (EUA) e por um comitê internacional de taxonomistas.


O inseto mais comprido do mundo, batizado de Phobaeticus chani, lembra um graveto. Ele tem 56,7 cm de comprimento e foi encontrado em Bornéu, na Malásia (foto: Phil Bragg / Phasmid Study Group).


Divulgada recentemente na página virtual da universidade, a lista inclui também um café sem cafeína, o mais comprido inseto do mundo, um caracol cuja concha forma quatro espirais e a menor cobra do mundo. A primeira nova espécie a ser descrita em 2008 – um peixe azul encontrado na costa da República de Palau (Micronésia) – e um peixe primitivo fossilizado junto com um cordão umbilical ligado a um embrião (que constituem a evidência mais antiga de sexo entre vertebrados) completam a relação.


À esquerda, a chamada “lesma-fantasma” (Selenochlamys ysbryda), achada em uma área densamente povoada em Glamorgan, no País de Gales. À direita, a primeira espécie descrita em 2008: o peixe Chromis abyssus, encontrado na Micronésia (fotos: Ben Rowson / Museu Nacional do País de Gales; e John Earle / Bishop Museum).

Essas dez novas espécies foram escolhidas entre as 18.516 descobertas em 2007 e descritas no ano seguinte em várias partes do mundo. “Enfatizamos que espécies incomuns deveriam entrar na lista, tanto por serem as maiores quanto as menores já descritas em seu grupo, ou por terem algum aspecto peculiar em suas vidas ou no seu nome”, afirma à CH On-line Quentin Wheeler, taxonomista da Universidade do Arizona.


O caracol Opisthostoma vermiculum, achado apenas em uma colina de calcário na Malásia, tem morfologia única: sua concha se enrola em quatro eixos (foto: Reuben Clements / Fundo Mundial da Vida Selvagem para Natureza - Malásia).


Segundo Wheeler, o objetivo desse ranking foi chamar a atenção do público para a incrível quantidade de espécies do planeta e para a importância da taxonomia (ciência responsável por descrever, identificar e classificar os seres vivos) no estudo dessa biodiversidade.

“Poucas pessoas têm consciência da quantidade de plantas e animais fantásticos que ainda não foram descobertos”, ressalta o taxonomista. “Um palpite conservador é que haja cerca de dez milhões de espécies no planeta, das quais conhecemos pouco menos de 20%.”

O pesquisador acrescenta ainda que a taxonomia é a única ciência diretamente preocupada com a exploração e a documentação da história da evolução, em termos de espécies e de seus representantes. E enfatiza: “O sucesso dessa ciência depende da consciência do público e do seu apoio.”


Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line

Quer saber mais sobre vulcões e sobre terremotos?

terremoto

Confira os posts sobre o assunto! Conheça causas, efeitos e entenda o que são essas manifestações da natureza!
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Vulcões e terremotos

Os vulcões e terremotos representam as formas mais enérgicas e rápidas de manifestação dinâmica do planeta. Ocorrem tanto em áreas oceânicas como continentais, e são válvulas de escape que permitem o extravasamento repentino de energias acumuladas ao longo de anos, milhares ou milhões de anos. Esses eventos são sinais de que, no interior da Terra, longe dos nossos olhos e instrumentos de pesquisa, ocorrem fenômenos dinâmicos que liberam energia e se refletem na superfície, modificando-a. Por outro lado, também existem formas lentas de manifestação da dinâmica interna terrestre. As placas tectônicas, conforme a teoria da Tectônica de Placas, incluem continentes e partes de oceanos, que movem-se em mútua aproximação ou distanciamento, a velocidades medidas de alguns centímetros por ano, assim contribuindo para a incessante evolução do relevo e da distribuição dos continentes e oceanos na superfície terrestre.

Fonte: http://www.ibb.unesp.br/departamentos/Zoologia/material_didatico/prof_marcello/Geologia/Terra_Dinamica

Saiba mais, lendo os posts sobre vulcões e terremotos!

Abaixo, entenda a Escala Richter!

Escala Richter

Escala Richter

Vídeo sobre terremotos e vulcões