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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A HISTÓRIA DA EVOLUÇÃO HUMANA


NOSSO PARENTESCO COM OS ANIMAIS

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A evolução da espécie humana

     Até o século XVIII, a espécie humana era considerada inteiramente diferente de todos os outros seres vivos, visão compartilhada por eminentes teólogos e filósofos, como Kent e Descartes. Entretanto, as semelhanças entre seres humanos e chimpanzés já haviam sido notadas por Lineu, que classificou esses macacos antropoides no gênero homo.

     Darwin foi o primeiro a propor nossa relação de parentesco evolutivo com os grandes macacos, incluindo definitivamente a espécie humana no reino animal e, de certa forma, destronando-a do ponto mais alto da criação. Embora Darwin tenha sido cauteloso em suas proposições, alguns de seus contemporâneos, como Thomas Huxley e Erns Haeckel, defenderam vigorosamente a ideias equivocada de que nossa espécie se originara diretamente de macacos como o gorila e o chimpanzé. Segundo os evolucionistas atuais, porém, esses antropoides e a espécie humana tiveram um ancestral em comum há relativamente pouco tempo, possivelmente entre 8 milhões e 5 milhões de anos atrás.

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A semelhança entre seres humanos, chimpanzés, gorilas e orangotangos são bem evidentes, pois pertencem a um ancestal comum.

·         Evidências da evolução.

     Os cientistas consideram basicamente três tipos de evidências para desvendar o parentesco e a história evolutiva dos organismos: semelhanças anatômicas e fisiológicas entre grupos de organismos, fósseis e semelhanças moleculares. Vamos analisar como essas evidências têm sido empregadas no estudo da evolução humana.

     Os seres humanos apresentam grandes semelhanças anatômicas com os macacos antropoides, principalmente com o chimpanzé. As diferenças resumem-se, basicamente, à proporção entre braços e pernas, ao grau de mobilidade do primeiro dedo, à distribuição dos pêlos corporais e à dentição. Além disso, o encéfalo humano é proporcionalmente maior que o do chimpanzé. A capacidade craniana, que reflete o tamanho do encéfalo, é da ordem de 1.350 cm3 na espécie humana e de cerca de 400 cm3 nos chimpanzés.  

     Quanto aos fósseis, Darwin previu, em 1871, que seriam encontrados vestígios de ancestrais humanos na África. Ele se baseou no fato de que gorilas e chimpanzés – nossos parentes mais próximos, segundo sua teoria – só eram encontrados nesse continente, onde deviam ter vivido os ancestrais comuns à espécie humana e a esses animais. Na época, essas conclusões não foram bem recebidas pelo mundo cientifico. Além da falta de evidências que comprovassem a hipótese de Darwin, havia uma certa predisposição da cultura europeia em rejeitar a ideia de que o berço da humanidade havia sido o continente africano.

     Até a década de 1920, fósseis claramente relacionados à ancestralidade humana tinham sido encontrados apenas na Europa e na Ilha de Java, na Indonésia. Foi somente em 1924 que Raymond Dart (1893-1989), um professor de anatomia australiano, encontrou pela primeira vez, na África, o crânio fóssil de um hominídeo, classificado como Australopthecus africanus. Conta-se que Dart levou mais de dois meses escavando a rocha ao redor do fóssil com uma pequena lâmina, até libertá-lo totalmente. Logo em seguida, ocorreram novos achados. No período entre 1936 e 1940, o médico escocês e paleontologista amador Robert Broom (1866-1951) descobriu, em uma caverna do sul da África, outros fósseis de A. africanus e um fóssil de outro hominídeo, chamado então de Paranthropus robustus (atualmente classificado como Australopithecus robustus ).

     Outros paleontólogos conhecidos por suas descobertas de fósseis da linhagem humana são Louis Leakey e sua esposa, Mary Leakey. Eles encontraram, em 1959, fósseis de um novo australopiteco (A. bolsei). Em 1978, Mary Leakey descobriu pegadas fósseis deixadas em cinza vulcânica por três prováveis australopitecos.

     O documentário fóssil sobre a história evolutiva humana ainda é muito incompleto no período que vai de 13 milhões a 6 milhões de anos atrás. Foi nesse intervalo que provavelmente ocorreu a diversificação das linhagens que originaram gorilas, chimpanzés e seres humanos. Recentemente foram descobertos fósseis importantes de primeiros hominídeos, datados entre 6,5 milhões e 5,5 milhões de anos, como o Sahelanthropus sp. e o Orrin sp. Esses hominídeos viveram provavelmente, logo após a separação da linhagem humana daquela que originou os chimpanzés.

     A maioria dos fósseis da linhagem humana resume-se apenas a partes de indivíduos, como fragmentos de mandíbula, dentes, partes do crânio e de membros etc.; raramente encontram-se fósseis de indivíduos completos. Por isso, qualquer tentativa de reconstruir a estrutura corporal do ser quando vivo exige um estudo exaustivo e rigoroso. Outra dificuldade dos cientistas é que, mesmo sendo possível reconstituir a aparência de um individuo a partir de seus fósseis, não se sabe qual é o grau de variação existente naquela espécie, isto é, se o individuo fossilizado é realmente representativo de sua linhagem. Evidentemente, à medida que novos fósseis são encontrados, certas hipóteses são reforçadas, enquanto outras têm de ser reformuladas; é assim que o reconhecimento sobre a história evolutiva humana progride. Com certeza, ainda ocorrerão muitas mudanças no quadro atual da classificação humana, apresentado aqui.
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Fragementos de um fóssil 

     Um grande avanço nos estudos de evolução deve-se à constatação de que as moléculas orgânicas dos seres vivos evoluem segundo os mesmos princípios que as características anatômicas e fisiológicas. Consequentemente, as semelhanças moleculares, do mesmo modo que as semelhanças anatômicas, ajudam a inferir o grau de parentesco evolutivo entre os organismos. Recentemente, fizeram-se comparações detalhadas entre ácidos nucleicos e proteínas dos mais diversos seres vivos. No caso da espécie humana, os resultados das análises comparativas mostraram que, de fato, os chimpanzés são mais semelhantes a nós, do ponto de vista molecular, que qualquer outro ser vivo.


Fonte: Biologia das Populações. Volume 3. José Mariano Amabis, Gilberto Rodrigues Martho. Editora Moderna.
    
         
      

    

Um comentário:

gustavo disse...

muito bom professor

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