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segunda-feira, 7 de abril de 2014

DOENÇAS CAUSADAS POR ANIMAIS INVERTEBRADOS


Verme parasito do ser  humano


ESQUISTOSSOMOSE

Schistosoma mansoni trematodes.jpg

     O esquistossomo, cientificamente conhecido como Schistosoma mansoni, é um platelminto com tamanho aproximado de 1cm que causa verminose grave e de difícil cura, denominada esquistossomose ou bilharziose.
     O macho e a fêmea vivem acasalados no interior de vasos sanguíneos do fígado e do baço. Em uma pessoa parasitada pode haver milhares de casais do verme.
     Dentro dos vasos sanguíneos, os esquistossomos alimentam-se e reproduzem-se. Dessa reprodução resultam, diariamente, centenas de ovos colocados pela fêmea. Cada ovo é dotado de um pequeno espinho, com o qual perfura a parede do vaso sanguíneo e do intestino, alojando-se dentro dele. São eliminados com as fezes e, se forem parar na rede de tratamento de esgoto, morrerão. Há a possibilidade, entretanto, de entrarem em contato com a água e, nesse caso, cada ovo desenvolve-se formando uma minúscula larva ciliada, denominada miracídio, capaz de nadar. O miracídio tem vida curta e necessita entrar em certo caramujo de água doce, a Biomphalaria.
     Uma vez dentro do caramujo, cada miracídio origina numerosas larvas, denominadas cercárias. As cercarias saem do caramujo e procuram a pele humana para entrar. A pele fina entre os dedos do pé, local que elas furam com facilidade, fica irritada, daí as lagoas com caramujos serem chamadas “lagoas de coceira”.
     Uma vez dentro do ser humano, pela circulação, cada cercária vai até o fígado e o baço, onde se desenvolve, tornando-se um verme adulto. A pessoa parasitada tem problemas intestinais e, muitas vezes, o fígado e o baço prejudicados. Em casos em que há muitos parasitas, pode ocorrer inchaço do abdome, conhecido popularmente como barriga-d’água.

O combate à esquistossomose
     Como o esquistossomo possui um ciclo de vida, para combatê-lo basta quebrar um elo desse ciclo. São maneiras eficientes de combater:
·         O tratamento dos doentes: se os doentes não eliminarem mais os ovos, o ciclo da doença rompe-se;
·         O saneamento básico: se o esgoto passar por tratamento, os miracídios não se desenvolverão;
·         A educação sanitária: conscientizar as pessoas de que não devem entrar em águas com focos de transmissão da doença, isto é, lagos ou outros locais de água doce onde se encontrem caramujos infectados;
·         Embora haja formas de combatê-la, a esquistossomose é uma doença que atinge mais de 10 milhões de brasileiros.


A LOMBRIGA


     O Ascaris lumbricoides, conhecido popularmente por lombriga, é um verme cilíndrico com cerca de 20 cm de comprimento. Alimenta-se dos nutrientes de seu hospedeiro, o ser humano.
     O áscaris possui sexos separados. O macho é um pouco menor que a fêmea e tem um pequeno gancho na parte terminal do corpo.
     A lombriga vive no intestino delgado humano, de onde retira seus alimentos, deixando a pessoa fraca e com desarranjos intestinais. Se a quantidade de lombrigas for muito grande, o intestino pode ficar obstruído e, nesse caso, a doença torna-se grave.
     A fêmea, depois de fecundada, põe cerca de 200 mil ovos por dia, que são eliminados com as fezes. Quando ingeridos com água ou alimentos contaminados, vão originar pequenas larvas que atravessam a parede do intestino e caem na corrente sanguínea. Passando pelos pulmões, sobem até faringe, onde são novamente engolidas, e chegam ao intestino, onde se tornam adultas.
     Para combater a ascaridíase valem as seguintes medidas:
·         Desenvolver hábitos de higiene, especialmente o de lavar as mãos antes de se alimentar;
·         Proteger os alimentos contra sujeira;
·         Promover o saneamento básico e a educação sanitária;
·         Curar os doentes.


A FILÁRIA

Microfilária

    As filárias são nematódeos muito finos que causam filarioses. A mais conhecida das filárias é a Wuchereria bancrofti , encontrada em regiões tropicais, principalmente na África. No Brasil ela é mais frequente na região norte.
     Diferente das outras parasitoses causadas por nematódeos, a filariose é transmitida por mosquitos, que, ao sugarem o sangue de pessoas contaminadas, podem levar as larvas do parasita para outra pessoa. Embora as larvas sejam microscópicas, as fêmeas adultas podem atingir 10 cm de comprimento. Vivem no sistema linfático, conjuntos de vasos finos que ajudam a levar os líquidos dos tecidos de volta à circulação. Nesses vasos a filária adultas podem crescer a ponto de entupi-los. Isso causa um grande inchaço no local, já que os líquidos dos tecidos não voltam perfeitamente à circulação como deveriam. O aspecto dos membros do corpo, como pés, quando incham por causa das filárias, é tão impressionante que chagam a lembrar pés de elefante. Por isso essa doença é denominada popularmente de elefantíase.
     O combate à doença deve ser feito principalmente pela destruição dos focos de mosquitos, em especial o Culex, conhecido popularmente como muriçoca no Norte do Brasil.

Como evitar as verminoses  
     Vamos resumir algumas regras básicas para impedir que as verminoses e outros parasitas atinjam as pessoas.
·         Usar produtos para desinfetar os sanitários.
·         Lavar as mãos com água e sabão antes das refeições ou depois de brincar com animais.
·         Conservar as unhas curtas e limpas.
·         Filtrar ou ferver a água antes de beber.
·         Cobrir frutas e outros alimentos para evitar contato com insetos.
·         Lavar bem as frutas e verduras com água corrente antes de comê-las cruas.
·         Cozinhar ou assar bem os alimentos, principalmente verduras e carnes.
·         Lavar bem as roupas de cama e as roupas íntimas e, se preciso, fervê-las.
·         Não andar descalço na terra batida ou em locais que possam receber fezes humanas ou de animais.
·         Evitar lagoas e charcos suspeitos ou usar botas de borracha em locais alagados.
·         Impedir acúmulo de água em vasos, latas vazias, pneus e outros objetos que possam servir de criadouro para larva de mosquitos transmissores.
·         Fazer exames de fezes periodicamente, principalmente nas crianças que vivem descalças no campo.
·         Praticar educação sanitária, orientando as pessoas e fazendo campanhas para o saneamento básico.

FONTE: Livro do 7º ano, Seres Vivos – Ciências  Novo Pensar – Edição Renovada – Demétrio Gowdak e Eduardo Martins – Ed. FTD.
   
    








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